Mais do que um símbolo de brilho, o ouro carrega significados de resistência, pureza e passagem do tempo. É nessa metáfora que Marcelo Falcão constrói sua trajetória, marcada pela autenticidade e permanência. Após décadas dando voz a músicas que se tornaram hinos de gerações, o artista apresenta “O Legado”, seu segundo álbum solo, reafirmando-se como referência de continuidade, força e renovação na música brasileira. O disco reúne 11 faixas e chega às plataformas digitais no dia 27 de novembro, às 21h, acompanhado de lyric vídeos liberados à meia-noite.
Aos 51 anos, Falcão segue em constante produção e reinvenção. Embora seja reconhecido como um dos grandes nomes do reggae nacional, o cantor transita com naturalidade por estilos diversos, do samba ao rock pesado, criando uma sonoridade híbrida que conecta rua, pop, rock e rap. Neste novo trabalho, ele se une a representantes da cena urbana como L7NNON, Cynthia Luz, Orochi e Major RD, além de Tales de Polli (Maneva) e ícones como Toni Garrido, Chorão e a banda Charlie Brown Jr.
Um dos momentos mais emocionantes do álbum é a faixa “Legado”, homenagem ao amigo Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr. Falcão revela que teve acesso a mais de 30 mil arquivos cedidos por Xande, filho de Chorão, e a partir deles selecionou trechos e palavras para inserir a voz original do cantor na música, eternizando a amizade entre os dois. O videoclipe, dirigido por Mess Santos, reforça essa conexão ao reunir Xande e Tom, filho de Falcão, em uma produção que une gerações e será lançada no dia 28 de novembro, às 12h, no YouTube.
O projeto começou a ser revelado em 14 de novembro, com a faixa prévia “Fela Kuti”, parceria com Major RD inspirada na herança do músico e ativista nigeriano criador do afrobeat. Para Falcão, cada música carrega uma história e representa também um encontro de gerações: “Me emocionei em cada faixa. Pude levar minha experiência e, ao mesmo tempo, me transformar com as novas influências que estão surgindo no Brasil.”
Entre as inéditas, estão “Crença e Fé”, com L7NNON e produção de Dallas, que contrasta realidades em um mundo desigual; “Nunca Esquecer Você”, com Cynthia Luz; “Falcão e Lobo”, parceria com Orochi; e “Neblina”, com Tales de Polli. Completam a tracklist “Chora Não”, “Saudade Corrói”, “Visitantes” e as já conhecidas “Vitória” — premiada como Melhor Voz no Festival de Videoclipes de Los Angeles em 2023 — e “Refletir”, colaboração com Toni Garrido.
O pioneirismo do álbum também se reflete na produção. Pela primeira vez, Falcão uniu sua produtora Expressão Musical ao trabalho de Dallass e da Malibu Studios, formando um conglomerado audiovisual robusto. “São muitas vitórias dentro de um mesmo projeto: sair da pandemia e mostrar que a música nos salvou, reunir tantos talentos e conectar grandes produtoras nessa missão. Cada vitória é celebrada neste disco, e esse é o meu legado”, afirma.
Carioca do Engenho Novo, Falcão foi a voz e a alma d’O Rappa até 2017, marcando gerações com clássicos como “Pescador de Ilusões”, “Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)” e “Anjos (Pra Quem Tem Fé)”. Desde a pausa do grupo, segue em carreira solo, tendo lançado em 2019 o álbum “Viver (Mais Leve Que o Ar)”, que lhe rendeu prêmios internacionais com faixas como “Céu Aberto” e “Vitória”. Agora, retorna com o mesmo ímpeto de quando iniciou sua jornada em 1992, apresentando “O Legado”, um trabalho atemporal que reafirma sua força e surpreende pela capacidade de se reinventar.
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