Na última segunda-feira (11 de maio), a trajetória de Djonga ganhou um marco histórico: o rapper foi homenageado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em reconhecimento à sua contribuição artística, impacto cultural e atuação na luta antirracista no Brasil.
A cerimônia aconteceu no Plenário Juscelino Kubitschek e reuniu familiares, amigos e pessoas próximas ao artista, incluindo seus filhos, mãe e avó. O evento foi marcado por emoção e discursos sobre cultura, periferia e resistência.
A homenagem, proposta pela deputada estadual Ana Paula Siqueira, destacou a relevância de Djonga para a música brasileira e para a juventude negra e periférica. Durante o encontro, reforçou-se como o hip hop segue sendo uma ferramenta de transformação social e construção de consciência coletiva.
Em seu discurso, Djonga relembrou momentos difíceis da infância, falou sobre violência policial, criticou o sistema e ressaltou o papel fundamental do rap em sua formação. Ele também deixou uma mensagem para a nova geração: “nunca se esqueçam da origem da cultura”.
Um dos pontos mais marcantes foi a referência aos Racionais MC’s e ao clássico Sobrevivendo no Inferno, obra que influenciou diretamente sua trajetória. “Quando eu ouvi meu primeiro disco de rap eu tinha uns 7 anos (…) e mesmo sem entender nada que o Racionais falava naquelas músicas, eu sentia que era pra mim”, declarou.
Mais do que reconhecer um artista, a homenagem simbolizou a força da cultura periférica




