Thiaguinho apresentou Bem Black – Volume 2, dando continuidade ao projeto que reafirma o pagode como expressão da música preta brasileira e amplia suas conexões com o soul, o R&B e o funk.
Gravado ao vivo em novembro de 2025, no Club Homs, em São Paulo, o álbum reúne nove faixas, sendo seis inéditas, que aprofundam a proposta iniciada no primeiro volume, lançado em janeiro. Entre as novidades estão “Brincando de namorar”, “Cara de paz”, “02 da manhã” e “Pensamentos intrusivos”, escolhida para abrir a divulgação do projeto.
Durante coletiva de imprensa, Thiaguinho destacou que Bem Black nasce de um processo de reconexão com suas origens e referências musicais, inspirado pelos bailes black paulistanos dos anos 2000. O trabalho dialoga diretamente com sua trajetória antes da fama e com a formação de sua identidade artística.
O cantor ressaltou ainda que o projeto representa um momento de amadurecimento pessoal e profissional. Ao incorporar elementos do soul e do R&B ao pagode, busca expandir sua sonoridade sem perder a ligação com o público que o acompanha desde o Exaltasamba e da Tardezinha. “É um trabalho que fala sobre quem eu sou, de onde eu vim e para onde quero ir”, afirmou.
O repertório reforça o caráter coletivo da música preta. Entre os destaques, Thiaguinho divide vocais com Sandra de Sá em uma releitura e recebe Negra Li em uma faixa que mistura samba e soul, ampliando o diálogo entre diferentes vertentes. Outro momento marcante é a releitura de “Joia rara”, clássico dos bailes black de São Paulo, que resgata memórias afetivas e culturais fundamentais.
Thiaguinho espera que o público veja no Volume 2 não apenas uma continuidade, mas uma evolução do projeto. Para ele, o disco é também uma afirmação de identidade e representatividade, evidenciando a força e diversidade da música preta brasileira.
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