A rapper, atriz e pesquisadora audiovisual Mana Black apresenta “Deusa 3.3”, releitura do single “Deusa” que reforça temas como afroestima, ancestralidade e identidade negra. A nova versão chega às plataformas digitais no dia 2 de outubro, acompanhada de um videoclipe que amplia a narrativa da música e coloca a mulher negra no centro de uma experiência marcada por representatividade, força e pertencimento.
Remixada e remasterizada, a faixa ganha uma sonoridade mais intensa e texturizada, aprofundando a proposta artística da obra. A canção transforma o amor-próprio em um verdadeiro manifesto ao desafiar padrões de beleza historicamente impostos às mulheres negras. Ao longo dos versos, Mana Black celebra a melanina, os cabelos crespos, a ocupação de espaços e a conexão com as raízes ancestrais.
Segundo a artista, a música nasce de uma reflexão sobre reconhecimento e identidade. Para ela, “Deusa” funciona como um hino afrofuturista que convida mulheres negras a reconhecerem sua própria potência e a compreenderem a ligação entre sua força interior e a ancestralidade que as precede.
Dirigido por Preto Nascimento, o videoclipe traduz essa proposta por meio de uma estética inspirada no afrofuturismo. O espelho surge como símbolo central da narrativa, representando o encontro consigo mesma e com a própria história. Figurinos, maquiagem, fotografia e direção de arte ajudam a construir um universo visual onde passado, presente e futuro coexistem.
A concepção criativa, o roteiro e a pesquisa visual foram desenvolvidos por Mana Black em parceria com Bea Ribeiro, reforçando o envolvimento direto da artista na construção estética e conceitual de sua obra. Com “Deusa 3.3”, Mana Black amplia um discurso que une arte, ancestralidade e valorização da beleza negra, trazendo uma nova dimensão para uma das músicas mais significativas de sua trajetória.




