Projota revisita suas origens e relança projetos independentes nas plataformas digitais

Em 2012, José Tiago Sabino Pereira, conhecido como Projota, declarou: “O rap é muito maior do que eu. Sou apenas um grão de areia, e me sentir assim me faz acreditar que muito ainda está por vir”. Mais de uma década depois, aquele jovem em início de carreira se consolidou como um dos principais nomes do rap nacional.

Refletindo sobre começos, recomeços e sua própria trajetória, Projota decidiu escrever um novo capítulo, disponibilizando seus projetos independentes em todas as plataformas de streaming. O artista, cuja caminhada foi marcada por rimas afiadas, batalhas e inovação, revisita agora o ponto inicial de sua carreira.

O primeiro lançamento é o EP “Carta Aos Meus”, originalmente de 2009, que retorna ao público via ONErpm nesta sexta-feira (7).

“Recebo quase diariamente mensagens de fãs pedindo essas faixas nas plataformas digitais. Se esses trabalhos foram tão importantes para algumas pessoas, eles podem alcançar novas também. É como se a parte mais importante da minha história estivesse fora dos livros. Entendi que precisava compartilhar isso, e esse é o principal motivo de querer tanto esses projetos no digital”, explica Projota.

Reconhecido por mesclar o rap a outras sonoridades e abrir caminhos para uma nova geração, Projota começou nas batalhas de rima em São Paulo, vencendo quatro vezes a Batalha do Santa Cruz e três vezes a Rinha dos MCs. Ao lado de nomes como Emicida, Rashid, Criolo e Karol Conká, ajudou a consolidar uma cena que transformou o rap em um dos gêneros mais respeitados do país.

Sua relação com a música nasceu em casa: inspirado pela mãe, que apesar de não ter seguido carreira como cantora, foi sua maior influência. Desde cedo, aprendeu a transformar sentimentos em arte, convertendo o ódio em expressão e criando letras que misturam crítica social, vivências pessoais e emoção. Foi assim que começou a ganhar espaço com suas primeiras mixtapes.

“Na época, nosso conceito de mixtape era juntar as músicas feitas nos últimos meses. Publicávamos no SoundCloud ou YouTube e, quando havia quantidade suficiente, compilávamos e lançávamos. Essas mixtapes eram fundamentais, porque era com elas que eu fechava os shows”, relembra o artista.

O EP “Carta Aos Meus” (2009) abre uma série que também incluirá “Projeção” (2010), “Projeção Pra Elas” (2010), “Não Há Melhor Lugar No Mundo Que O Nosso Lugar” (2011), “Muita Luz” (2013) e “Ao Vivo – Realizando Sonhos” (2012). Com isso, Projota resgata não apenas sua própria história, mas também parte da memória afetiva do rap nacional.

Pioneiro do rap acústico no Brasil e sempre disposto a experimentar novas sonoridades, Projota mistura elementos de rock, pop e MPB, acumulando colaborações com artistas como Anavitória, J Balvin, Anitta, Jota Quest e Maria Rita.

Ao revisitar suas origens, o rapper celebra sua arte e a trajetória construída junto ao público. Mais do que um retorno ao passado, essa série de relançamentos é um convite para que novas gerações conheçam o início da caminhada de Projota.

Confira: