Neste 13 de maio, o atacante brasileiro Vinícius Júnior anunciou a criação de um escritório de advocacia antirracista, iniciativa vinculada ao Instituto Vini Jr.. O lançamento foi feito nas redes sociais em referência ao Dia da Abolição da Escravatura, marcado pela assinatura da Lei Áurea em 1888.
O jogador destacou que o projeto nasce como um compromisso com suas raízes e com a luta por igualdade racial, especialmente voltado às novas gerações. “13 de maio pra mim representa força, realização e compromisso com as minhas raízes. Inspirado na data, tenho a alegria de anunciar o Escritório Antirracista, em nome de uma nova geração consciente de que não está sozinha na luta por igualdade”, escreveu.
A proposta é oferecer suporte jurídico e ampliar o combate ao racismo, com foco inicial em educação e esporte, áreas onde a população negra ainda enfrenta desigualdades estruturais e episódios frequentes de discriminação.
No vídeo de divulgação, Vini Jr. reforçou os impactos cotidianos do racismo: “O racismo ainda prende, ainda machuca e ainda silencia. Em pequenos gestos… tento ajudar”. A mensagem final — “A liberdade não chegou para todo mundo” — critica a falsa ideia de igualdade racial no Brasil e lembra que, mesmo após mais de 130 anos da abolição, o racismo estrutural segue presente em forma de violência, exclusão social e falta de acesso a direitos básicos.
Nos últimos anos, Vinícius Júnior se consolidou como uma das vozes mais importantes do esporte mundial no enfrentamento ao racismo, especialmente após sofrer ataques racistas em partidas na Europa. Transformando dor em mobilização, ele passou a pressionar autoridades esportivas e ampliar o debate sobre discriminação no futebol internacional.
Mais do que um atleta de destaque, Vini Jr. se afirma como uma figura central na luta antirracista contemporânea, usando sua visibilidade para construir caminhos de proteção, conscientização e transformação social para a população negra.





