O rapper soteropolitano VANDAL lança o disco “VANGUARDAH”, projeto que amplia sua pesquisa musical e cruza gêneros como rap, grime, drill, samba-reggae, pagodão baiano e música afro-sinfônica para construir um retrato contemporâneo da Bahia a partir de suas vivências.
Com dez faixas, o álbum marca uma nova etapa na carreira do artista. A parceria com o produtor Tiago Simões levou suas ideias do palco para uma elaboração mais detalhada em estúdio. A direção musical ficou a cargo de Russo Passapusso, aproximando VANDAL do maestro Ubiratan Marques e da Orquestra Afrosinfônica. A direção artística foi dividida entre VANDAL e o coletivo Phodismo, incorporando arranjos orquestrais, coros e instrumentação inédita em sua discografia.
O processo criativo foi espontâneo, reunindo colaboradores ao longo da produção. Participam do álbum Josyara, Giovanni Cidreira, Liz Reis, Lívia Nery, SUHHH, Hiran, DJ KL Jay, além de músicos como Paulo Pitta, Colibri e integrantes da Orquestra Afrosinfônica.
Religiosidade, memória, ancestralidade e pertencimento atravessam o repertório. A faixa-título “VANGUARDAH” foi a primeira concebida e acabou definindo toda a direção criativa, sintetizando urgência, identidade e transformação. O lançamento no dia 13 de agosto, data dedicada a Santa Dulce dos Pobres, reforça a ligação espiritual e familiar do artista com a santa, inspirando também a identidade visual do projeto.
A estética visual valoriza processos artesanais, com esculturas e imagens sacras produzidas pela Cerâmica São Francisco, em Salvador. O escultor William criou o molde original, e a equipe de artesãos conduziu a pintura e acabamento, reforçando a ideia de inovação construída a partir da tradição.
A mixagem e masterização foram feitas por Luciano Scalercio, engenheiro de áudio que já trabalhou com Anitta, Matuê, IZA, Ludmilla, Pabllo Vittar e Veigh, aproximando o álbum de uma estética sonora contemporânea.
“VANGUARDAH” é o primeiro capítulo de uma trilogia. Em seguida virão “FEZTAH DEH LARGOH”, inspirado nas festas populares da Bahia, e “EAUH DEH PARFUMH”, voltado para uma pesquisa sonora mais sofisticada.
Para VANDAL, o grande mote do projeto é a vida: “Respirar, entender que estou vivo e transformar isso em música. Eu perdi muitas pessoas ao longo do caminho e isso me faz sentir que preciso colocar todas as minhas ideias no mundo enquanto tenho tempo.”
Esse álbum não apenas expande sua discografia, mas também reafirma VANDAL como uma das vozes mais inovadoras da música baiana e do rap nacional.



