O rapper Vandal transforma Salvador em inspiração para seu novo álbum, “Vanguardah”, que chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (13), Dia de Santa Dulce dos Pobres. O projeto cruza rap, pagodão baiano e samba-reggae para construir uma narrativa contemporânea sobre a Bahia.
Nascido Luis Sidnei Barbosa Correia, Vandal cresceu ouvindo pagodão antes de se aproximar do hip-hop. Essa relação entre estilos aparece como eixo central do disco, que reúne dez faixas e amplia a pesquisa sonora já presente em seus trabalhos anteriores.
A direção musical ficou a cargo de Russo Passapusso, integrante do BaianaSystem, enquanto a produção foi assinada por Tiago Simões, Calibre MC e Seko Bass. A direção artística foi dividida entre o coletivo Phodismo e o próprio Vandal.
Participações e colaborações
O álbum conta com nomes de peso da música baiana e do hip-hop nacional: DJ KL Jay, Giovanni Cidreira, Hiran, Josyara, Liz Reis e Russo Passapusso aparecem em diferentes faixas.
Entre os destaques estão:
- “Ah verdadeh dah cidadeh”
- “Avemariah” (com Liz Reis)
- “Saveirozh”
- “Pontoh deh revoltah” (com scratches de DJ KL Jay)
- “Supereh” (parceria com Hiran)
- “Requiémh parah umh sonhoh” (com Josyara)
- “Anjoh bomh dah Bahiah”, composta por Vandal e Ubiratan Marques, que também assina a produção musical e traz uma dimensão orquestral ao projeto.
Temas centrais
Memória, ancestralidade e religiosidade atravessam o repertório. Em vez de tratar a Bahia apenas como cenário, Vandal parte de suas próprias experiências para construir uma narrativa sobre a cidade e suas manifestações culturais.
Com “Vanguardah”, o artista reafirma sua identidade e amplia os diálogos entre estilos que moldam a música baiana contemporânea.
Quer que eu prepare uma versão mais crítica e analítica, destacando como o álbum se posiciona dentro da cena atual do rap e da música baiana, ou uma versão mais promocional, voltada para apresentar o disco como convite ao público?




